1 - O que é "mal das montanhas" e por que que inibidores da anidrase carbônica são úteis no seu tratamento?
O Mal da Montanha é uma síndrome ou reação do organismo à baixa pressão atmosférica, à falta de oxigênio e ao ganho rápido de altitude. O mal da montanha ocorre devido à hipóxia, pois se diminui o fornecimento de oxigênio, pode ocorrer a hipóxia, cujos efeitos variam segundo o grau de redução de oxigênio. Os sintomas da hipóxia podem ser leves, mas, geralmente, iniciam-se rapidamente e de forma aguda. Incluem dores de cabeça, falta de ar, desidratação, náuseas, diminuição da diurese e, em alguns casos, tonturas. O mal da montanha não apresenta risco de vida, mas pode indicar que o indivíduo não realizou, corretamente, a aclimatação.
A anidrase carbônica está envolvida na secreção de cloreto e de bicarbonato no líquido cefalorraquidiano pelo plexo coróide dos ventrículos cerebrais, e pode-se utilizar profilaticamente a inibição da anidrase carbônica contra o mal-das-montanhas agudo. Os mecanismos de ação ainda controvertidos incluem efeitos sobre o plexo coróide e o epêndima, sobre os centros de controle respiratório do cérebro e sobre a barreira hematoencefálica, induzindo uma acidose para melhorar o arejamento.
2 - Como funciona o transporte por drageamento?
Drageamento é uma espécie de revestimento em um fármaco tipo comprimidos: pílulas, granulados e cápsulas. Onde a droga vai, está em sua forma farmacêutica e a partir que engolimos irá ocorrer uma série de fatores até chegar à absorção, como: Dissolução 🡪 Degradação e Difusão, e a partir dessas fases as drogas estão disponíveis para absorção. Que por sua vez, passará pelo trato gastrointestinal ocorrendo processos de modificação até chegar à circulação sistêmica, como: Mobilidade gastrointestinal 🡪 secreção de bile e enzimas 🡪 transporte passivo e ativo 🡪 absorção em regiões específicas do trato gastrointestinal 🡪 eliminação intestinal 🡪 fluxo sanguíneo esplâncnico na qual essa é a primeira passagem para a circulação sistêmica.
3 – Como fica a distribuição de fármacos diuréticos de alça nos túbulos?
Os diuréticos de alça inibem a atividade do simporte Na+-K+-2cl- no ramo ascendente espesso da alça de Henle, sendo sua eficácia uma combinação de dois fatores: (1) Aproximadamente 25% da carga de Na+ filtrada é reabsorvida pelo ramo ascendente espesso e (2) os segmentos do néfron depois do ramo ascendente espesso não possuem a capacidade de reabsorção para recuperar o fluxo de material rejeitado que sai pelo ramo ascendente espesso. Vale também ressaltar que alguns inibidores do simporte Na+-K+-2cl- também possuem efeitos adicionais no túbulo proximal, entretanto, a importância destes efeitos é desconhecida.
4 - Como os diuréticos de alça e os tiazídicos provocam diminuição da excreção de ácido úrico?
Os diuréticos de alça, entram no lúmen do túbulo através do sistema secreto de ácidos orgânicos, mesmo sistema que o acido úrico utiliza para ser transportado para dentro do túbulo e para sua subsequente eliminação. Dessa forma, existe competição pelo transportador, resultando no aumento dos níveis de ácido úrico no plasma, em função da menor excreção do mesmo.
5 – Quais quadros clínicos que causam alcalose hipoclorêmica?
hipocalemia (ocorre uma reação nos rins que diminui a reabsorção de cloreto), hiponatremia (sódio atrai cloro, logo, com a perda de sódio, vai haver perda de cloro junto), doenças que tenham como sintoma vômito excessivo (ex: gastrite, estenose pilórica, pancreatite, hipercalcemia, etc).
6 – Diuréticos de alça e os tiazídicos, sendo hipocalcemiantes, são apropriados para tratar pacientes que possuem raquitismo? Por quê?
Não são, uma vez que o raquitismo consiste em uma fragilidade óssea decorrente justamente da baixa oferta de cálcio do organismo, o aumento de excreção de cálcio causada por esses fármacos diminuiria ainda mais a oferta de cálcio do organismo, o que estimularia os osteoclastos a degradar osteócitos para regular o nível de cálcio sérico, agravando ainda mais o quadro de raquitismo.
7- Como os diuréticos tiazídicos causam excreção de cálcio e magnésio?
Os efeitos agudos dos tiazídicos sobre a excreção de Ca+ são variáveis; quando administrados de forma crônica, os diuréticos tiazídicos diminuem a excreção de Ca2+. Há reabsorção ativa de Ca++ por um canal apical e um mecanismo Na+ / Ca++ basolateral (PTH). O mecanismo envolve um reaumento de reabsorção proximal, devido à depleção do volume, bem como efeitos direitos dos tiazídicos, aumentando a reabsorção de Ca2+ no TCD. Neste aspecto a inibição do simportador de Na+-Cl- na membrana luminal diminui os níveis intracelulares de Na+, aumentando consequentemente a saída basolateral do Ca2+ mediante um aumento na troca de Na+-Ca2+.
Dentro dos efeitos do fármaco existe também uma perda significativa de K+.